quinta-feira, 13 de março de 2008

Afinal, vivemos além da lua

Pre-dispuz minha perfeita ignorancia, para assuntos torpes, por ser mais estrategista e menos economista, desta forma, aprendi que vivo na lua, sem direito aos brindes de champanha sem graça ou mesmo aos risos de milhões, ou do que vale milhões.

Percebi, que diferente de mim, as pessoas tem medo de coisas bobas, assim como de mim, e então, parei de perceber, por não notar que a minha opinião pouco faz diferença quando a chuva é forte e se esta longe de casa.

E só nesse instante, consegui relaxar, na base da bala de maçã verde, colorida artificialmente, senti a textura da goma arábica, e o toque do emulsionante, do azul brilhante unido ao amarelo tartrazina, e a goma se torna levemente mastigável, se houvesse manitol poderia virar rotina.

Sabe que até a pouco estive preso na lua, que é aquela rua, logo atrás da rua de trás, no beco sem saída, onde as crianças quando brincam de queima, machucam e parece que nem pais possuem, pois descer a ladeira só sentado em um pedaço de papelão é tão facil!

Por isso eu digo, preferia não ter perdido meu irmão gêmeo, ele teria me ajudado a oferecer a bala de maçã verde.

 

- Cristiano Ricardo

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