sexta-feira, 26 de novembro de 2004

p-e-r-i-g-o


Um texto do passado que eu encontrei ontem e resolvi postar agora... (apesar de eu sentir que acabei de escrever, rsrsrs)

perigo
prodigio
perdido no tempo
sabendo varrer a areia com o vento
sentindo o sol queimar a pele
saindo de vertigem que nunca se esquece
meus pes sentem o solo
o cheiro de sangue invade tudo
escuro
sombrio
sem cor
somente o odor que atormenta a alma
somente a alma que se perde no tempo

perigo
prodigio
perdido no tempo

me falta som
me falta tempo
me falta dor
me falta rancor
me falta a tortura da duvida
me falta arrancar a carne com os dentes

perigo
prodigio
perdido no tempo
sei que nada se pode esperar
nada se pode aguardar
nada se tem
nada se confia
nada se invade
nada

somente um grito
perigo
prodigio
perdido no tempo
o que eu posso fazer
se eu so quero esperar o tempo
um desafio
um desatino
um perigo
prodigio
perdido

9 comentários:

  1. estava me esquecendo!

    - Cristiano Ricardo - 08/1992

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  2. vc achou?

    que legal, olha só eu tinha 13 anos quando escrevi, hhehehehehe

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  3. Mas é exatamente nessa fase que a poesia pulsa nas veias. Meus alunos adoram poesia, sempre pedem novos livros na escola, sempre escrevem para os concursos, é uma delícia.

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  4. Pois é, pena que logo em seguida eu parei, mas agora estou retomando o tempo perdido, rsrsr

    ;)

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  5. Eu também, comecei novinha mas fiquei muito tempo sem escrever mais nada, só estou voltando agora, rsrsrs.

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  6. legal!

    Eu não estou conseguindo parar de escrever, é aquí, é por e-mail, agora decidi retomar alguns projetos antigos, escrever livros, uma correria muito boa, pois a cada momento de folga, lá estou eu escrevendo alguma coisa.

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